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[Domingo]
curioso... passei alguns minutos usando o celular com a tela invertida. imaginem escrever um SMS num espelho, foi exatamente isso. depois disso, quando voltei pra tela do computador, as letrinhas pareciam estar todas ao contrário. meu cérebro ficou doidinho! não é muito louco isso? (acho que ultimamente tô mergulhando tanto nessas histórias de Alice que já tô me adaptando muito fácil a tudo que me aparece do avesso :P)
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00:36
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[Quinta-feira]
enfim um pouco de ar fresco.. ^^
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13:28
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[Segunda-feira]
acaboôuô! :D precisando dormir horrores... foto q tirei enquanto a gente filmava "Últimos Entardeceres na Terra" no hotel Indaiá ^^ não é tão trágico quanto o título sugere.. da esquerda pra direita: Barba, diretor I; Celso, diretor de fotografia; Ivan, o Terrível assistente de direção; e o Du, diretor II e roteirista. cheguei nestante em casa.. agora, uma caminha bem merecida! pena q não acompanhei muito bem esse pique de 48 horas de gravação sem parar :P e terça-feira tem mais! mas acho q dá tempo de acordar até lá...
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04:55
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[Quinta-feira]
***************
é como se fossem várias de mim. cada uma com um sonho, uma paixão.
e, com tantas que sou, é difícil não achar que estou sendo injusta comigo mesma.
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02:16
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[Segunda-feira]
"Havia dias em que Amory lamentava que sua vida tivesse mudado e que a sua marcha regular por uma estrada que se estendia sempre à vista, com cenários que surgiam e se ligavam entre si, se houvesse convertido numa rápida sucessão de cenas desconexas... [p.227];
- E não se preocupe em perder a sua ‘personalidade’, Amory, como você insiste em chamá-la. Aos quinze anos, você tinha o resplendor de um amanhecer, aos vinte começará a possuir o brilho melancólico do meio-dia e, quando tiver a minha idade, começará a irradiar, como eu, o calor dourado e alegre das quatro horas da tarde [p.105].”
(Êste lado do paraíso, Scott Fitzgerald)
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01:44
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[Sábado]
*
buscando obstinada a substância de tudo.
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22:40
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não fossem esses dois Ls no meu nome, talvez eu não complicasse tanto as coisas.
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01:16
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[Sexta-feira]
REGRESSAREI
Eu regressarei ao poema como à pátria à casa
Como à antiga infância que perdi por descuido
Para buscar obstinada a substância de tudo
E gritar de paixão sob mil luzes acesas
Sophia de Mello Breyner Andresen
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00:37
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[Quinta-feira]
...meu amor voa livre.
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19:15
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dottydotcom.deviantart.com
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[Quarta-feira]
e (mesmo assim) tudo segue seu rumo...
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13:59
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[Segunda-feira]
ODISSÉIA
O amor foi à função, bebeu, cantou e bailou, estava muito excitado, tiveram de levá-lo para casa e prendê-lo no quarto para que repousasse. No dia seguinte o amor cantou e bailou sem beber, e era sempre primavera nos seus modos e falas. O amor viajou, voltou, fazia piruetas, trocadilhos, esculturas, criava línguas e ensinava-as de graça. Todos o queriam para companheiro, paravam de guerrear para abraçá-lo, jogavam-lhe moedas que ele não apanhava, gerânios que ele oferecia às crianças e às mulheres. O amor não adoecia nem ficava mais velho, resplandecia sempre, havia quem o invejasse, quem inventasse calúnias a seu respeito, o amor nem ligava. Cercaram sua casa de madrugada, meteram-lhe a cabeça num saco preto, conduziram-no a um morro que dava para o abismo, interrogaram-no, bateram-lhe, ameaçaram jogá-lo no precipício, jogaram. O amor caiu lá embaixo aos pedaços, mas se recompôs e foi preso outra vez, aplicaram-lhe choques elétricos, arrancaram-lhe as unhas, os dedos, o amor sorria e quando não podia mais sorrir gritava numa de suas línguas novas, que não era entendida. E desfalecendo voltava à consciência, e torturado outra vez, era como se não fosse com ele. Quebraram o amor em mil partículas, e ninguém pôde ver as partículas. Foi sepultado normalmente no fim do mundo, que é para lá da memória. Ninguém o localizou, mas todos falavam nele, o amor virou um sonho, uma constelação, uma rima, e todos falavam nele, e ressuscitou ao terceiro dia.
(carlos drummond de andrade)
*ps: gente. não sei nem o que comentar. li esse conto no histórias para o rei e fico relendo extasiada... estou prestes a sepultar o amor e depositar toda a paixão que me resta nessa pessoa, que não é o Pessoa mas também é meu companheiro de palavras. uma salva de palmas para o nosso Drummond.
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00:56
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[Sábado]
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00:21
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[Sexta-feira]
****
se eu tivesse mesmo um,
nem de casa precisava
voava cada dia pra
um vilarejo diferente
e podia sumir do mapa,
n'outras nuvens me perder -
só pra ver se o meu mundo
é mesmo só você...
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01:45
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[Quarta-feira]
***
e gritava com gosto as frases
que ninguém gosta de ouvir
e cantava Dancing Queen com as gaivotas
fazia acrobacia numa corda
e acenava lá de cima
pra ninguém me esquecer
ensaiava tudo o que tinha
pra te dizer e, se errasse na hora,
me calava e te pegava pela mão
pra te levar junto comigo no meu balão...
©postado por Mi.Lá #
01:56
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[Terça-feira]
**
ah, se eu tivesse um balão!
fugia para as montanhas
quando as palavras me fugissem
e pintava o céu da cor que eu
quisesse naquele momento!
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01:36
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[Sábado]
*
mas o que é que se passa na tua cabeça
pra achar que pode sorrir assim por aí?
oxe!, como se fosse coisa comum
que se acha em qualquer lugar..
©postado por Mi.Lá #
19:38
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"Amigos de verdade são como as estrelas.
Às vezes, você não consegue vê-los, mas eles estão sempre lá."
Camilla Alves Rebouças Camilla Rebouças
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